São Carlos, Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019

 

NewsLetter
 
 

Fármaco inorgânico auxilia no tratamento da tuberculose humana

 
 
 
Desenvolver fármacos inorgânicos que possam auxiliar no tratamento da tuberculose, principalmente das formas MDR (Multi-drogas-resistente) e XDR (Extensivamente-drogas-resistente), diminuindo o seu tempo de duração é o principal objetivo da patente “Processo de preparação de Complexos fosfínicos de rutênio contendo íon Picolinato e/ou diminas bifosfinas em suas estruturas, complexos fofínicos de rutênio obtidos pelos referidos Processos e seus usos”, desenvolvida pelo professor do Departamento de Química da UFSCar Alzir Azevedo Batista e pelos colaboradores Clarice Queico F. Leite, Fernando R. Pavan, Gustavo V. Poelhsitz e Marília I. Barbosa. Considerado como um dos grandes desafios da medicina moderna, curar indivíduos com tuberculose humana requer novas drogas para tratamento, especificamente para uso em regimes mais curtos, pois os agentes atuais têm duração de cerca de 6 meses. Pensando em customizar o tempo de ação do fármaco sobre a doença, a Química Inorgânica Medicinal tem mostrado grande potencial em superar os problemas envolvendo a terapia da tuberculose. Isso porque alguns elementos metálicos desempenham papéis cruciais em sistemas vivos. Assim, enquanto íons metálicos são deficientes de elétrons, as moléculas biológicas em sua maioria, tais como proteínas e DNA, são ricas em elétrons. A atração entre estas propriedades opostas conduz à tendência geral para que íons metálicos se liguem ou interajam com moléculas biológicas. Além disso, a relação estrutura-atividade (SARs) não somente evidencia que a complexação com metais permite a atividade antimicrobiana dos ligantes contra alguns microorganismos, mas também indica que para tanto o metal pode desempenhar um importante papel neste processo. O diferencial desta patente com relação às outras formas de tratamento da tuberculose humana é o potencial inexistente no mercado farmacêutico de um fármaco inorgânico. Além disso, por se tratar de uma doença bastante difundida no mundo, não apenas em países não desenvolvidos, certamente representará um mercado em aberto com perspectivas de eficiência, reduzindo o tempo do tratamento, e que poderá fazer com que a relação custo/benefício seja vantajosa, interessando a indústrias e empresas particulares ou governamentais. Mais informações sobre a patente por meio da Agência de Inovação da UFSCar: inovacao@ufscar.br ou pelo telefone (16) 3351 9040.
 
   
 
 
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