São Carlos, Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020

 

 

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Capital em busca de inovadores

 
 
  Fonte: Agência Fapesp, 03/01/2008  
 
  Thiago Romero  
 
  O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está selecionando pequenas e médias empresas inovadoras para receber recursos de seu Programa de Capital Semente (Criatec). A estimativa é que pelo menos 50 empresas recebam R$ 80 milhões nos próximos quatro anos.

Criado em janeiro de 2007, o Criatec, que tem agora sua primeira chamada, é um fundo de investimentos de capital semente, ou seja, destinado a apoiar negócios emergentes em estágio inicial e com grande potencial de crescimento, muitas vezes ainda dentro de incubadoras vinculadas a universidades e institutos de pesquisa. As empresas selecionadas não terão que aportar contrapartida aos recursos investidos, mas o BNDES assumirá uma porcentagem do negócio contratado.

“Os recursos serão investidos com perspectiva de rentabilidade. É como se o banco entrasse como sócio da empresa e, para isso, assumisse parte do risco que envolve todo empreendimento no início da curva de crescimento”, disse Pedro Duncan, chefe do Departamento de Investimento em Fundos do BNDES, à Agência FAPESP. “O termo semente se caracteriza pelo fato de que aportaremos recursos em novas oportunidades que podem estar, inclusive, no campo das idéias.”

Os projetos de inovação tecnológica contratados devem contemplar os seguintes setores, chamados pelo fundo de “portadores de futuro”: Tecnologia da Informação, Biotecnologia, Nanotecnologia, Alimentos, Fármacos, Agronegócios, Novos Materiais e Mecânica de Precisão.

A Antera Gestão de Recursos, no Rio de Janeiro, e o Instituto de Inovação, em Belo Horizonte, são as instituições contratadas pelo BNDES para gerir os recursos do novo fundo. As empresas serão escolhidas por meio de gestores regionais instalados em seis cidades, que também serão responsáveis pelo desembolso do investimento e do monitoramento das aplicações do fundo.

As cidades são Florianópolis, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Belém. As empresas devem estar localizadas a até 200 quilômetros desses municípios, considerados pelo programa como os pólos de maior inovação no país. Duncan explica que, mesmo que o empreendedor ainda não tenha uma empresa formalizada, é possível submeter uma oportunidade para avaliação.

“Pelo risco envolvido nesse tipo de operação, o BNDES entende que investir em empresas nascentes também deve ser papel do Estado, pelo menos nesse primeiro momento, visando ao aumento da competitividade na indústria nacional. Essa é a melhor oportunidade que temos atualmente para conseguir tornar realidade o conjunto de novos empreendedores que estão surgindo no país”, destacou.

“E esse tipo de fundo, operado em parceria com pequenas empresas inovadoras, é algo extremamente inovador em termos nacionais. Trata-se de um novo modelo de negócios que estamos tentando introduzir na indústria nacional, levando em conta o alto potencial de inovação das micro e pequenas empresas brasileiras”, disse Duncan.

As empresas interessadas podem submeter propostas e modelos de negócio para negociação junto ao BNDES por meio da seção Envio de Oportunidade, no site do Criatec.

Segundo Duncan, as primeiras empresas deverão começar a receber parcelas dos recursos no fim de janeiro. “Já temos quatro oportunidades sendo analisadas pelo comitê de investimentos do fundo. E, se o BNDES reconhecer que os primeiros R$ 80 milhões foram aplicados de forma bastante profícua, poderá lançar fundos dessa mesma natureza nos próximos anos”, explicou.

De acordo com as regras do Criatec, cada empresa poderá receber até R$ 1,5 milhão em quatro anos.

Mais informações:

http://www.fundocriatec.com.br

 

 
 
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