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Brasil precisa dobrar investimentos em inovação, afirma presidente da CNI

 
 
  Fonte: Jornal da Ciência E-mail, 25/04/2007  
 
  Assessoria de Imprensa da CNI  
 
  O aumento da competitividade brasileira depende da ampliação dos investimentos em inovação. “O ideal é que os investimentos em tecnologia atinjam o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010”, disse nesta terça-feira o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto
Isso significa que os recursos voltados a essa área terão de dobrar em três anos, porque atualmente representam apenas 1% do PIB, afirmou Monteiro Neto, em entrevista aos jornalistas durante o 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria.
Ele lembrou que na Coréia do Sul as aplicações em inovação equivalem a cerca de 3% do PIB. “Precisamos avançar muito nessa área”, destacou.
Para alcançar um grau de desenvolvimento tecnológico compatível com as economias emergentes, o Brasil precisa, entre outros pontos, avançar na formação de pessoal voltado para inovação, especialmente nas áreas técnicas e de engenharia, e o estímulo à pesquisa nas empresas. “As empresas têm um papel fundamental no desenvolvimento tecnológico”, disse Monteiro Neto.
Mas, para inovar, as indústrias dependem de incentivos fiscais, apoio governamental e linhas de crédito a juros compatíveis com os riscos da atividade de pesquisa e desenvolvimento. Outro ponto fundamental para o avanço tecnológico da indústria é a criação de uma infra-estrutura de serviços na área e a implantação de políticas públicas em setores altamente competitivos como biotecnologia, nanotecnologia, energias renováveis, novos materiais, agroindústria e outros.
Na avaliação do presidente do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin) da CNI, Rodrigo da Rocha Loures, a inovação depende da política macroeconômica. “A taxa de juros não pode ser o único instrumento de controle de preços”, disse Rocha Loures, que também preside a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
“É preciso um entendimento de que a estabilização de preços se dá com aumento de produção.”
Segundo ele, para a indústria o problema da economia brasileira deixou de ser de inércia, e passou a ser de demanda.
“Essa demanda precisa ser buscada no mundo. O Brasil precisa ter competitividade para participar do aumento da demanda mundial.” De acordo com Rocha Loures, é preciso também promover o aumento do consumo no mercado interno.
“O desenvolvimento sustentável é justamente isso, acontece com ganho de produtividade e melhoria de renda dos trabalhadores”, declarou.
As propostas da indústria para a inovação serão consolidadas no 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que reúne cerca de 500 pessoas no Hotel Hilton em SP. O evento começou na segunda-feira, 23 de abril e termina nesta quarta-feira, 25 de abril.

 

 
 
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