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Ministérios da Saúde e da C&T devem investir R$ 146 milhões em pesquisa e desenvolvimento biotecnológico até o fim do ano

 
 
  Fonte: Jornal da Ciência E-mail, 09/08/2006  
 
  Ramon Gusmão e Márcia Araújo para o Gestão C&T online  
 
  Pesquisas científicas e medidas voltadas ao desenvolvimento biotecnológico devem contar com R$ 146 milhões dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia até o final de 2006. A informação é de Suzanne Serruya, diretora do Departamento de C&T (Decit) do Ministério da Saúde
Em entrevista ao Gestão C&T online, Serruya observa que esse montante é superior ao registrado no biênio 2004/2005, quando os ministérios aplicaram cerca de R$ 130 milhões em ações previstas na chamada Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde.
“Temos de destacar, ainda, que depois de mais de 50 anos de discussões e debates no âmbito dos mais variados órgãos públicos e privados, o Brasil acaba de ganhar sua política nacional para o setor de biotecnologia”, diz a diretora.
A Estratégia Nacional de Biotecnologia foi encaminhada no início de julho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos ministros da C&T, Sergio Rezende, do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, da Saúde, Agenor Álvares, e da Agricultura, Luiz Carlos Guedes.
A estratégia é resultado das discussões do Fórum de Competitividade de Biotecnologia, criado em 2004 sob a coordenação conjunta dos quatro ministérios, e, caso seja implementada, o segmento de biotecnologia deverá contar com investimentos públicos e privados da ordem de R$ 7 bilhões.
A meta é a de que o Brasil possa se tornar, num período de 10 a 15 anos, um dos países líderes na indústria do setor.
Suzanne Serruya também destaca, entre as ações do Ministério da Saúde, a criação de redes de pesquisa e de desenvolvimento em biotecnologia, como a de laboratórios oficiais para produção de medicamentos que atendem ao SUS e também a Rede Multicêntrica de Avaliação de Implantes Ortopédicos (Remato).
Ainda segundo a diretoria do Decit, na avaliação do ministério, o futuro da pesquisa clínica no Brasil depende de infra-estrutura adequada e contínua fonte de investigadores bem treinados.
Ela explica que o Ministério da Saúde busca o aprimoramento da formação profissional e capacitação técnico-científica, por meio da Rede Nacional de Pesquisa em Hospitais de Ensino.
A expectativa do ministério, de acordo com Serruya, é a de que o estabelecimento de uma rede de unidades de pesquisa clínica possa colocar o país numa situação de maior autonomia.
“Nesse cenário de novas e promissoras tecnologias, as ações sob a responsabilidade do Ministério da Saúde visam ao atendimento da demanda social por novos produtos, insumos e serviços especializados na área da saúde”, diz a diretora. Ela acrescenta, ainda, que a introdução de novas tecnologias resulta em um acelerado avanço nos recursos diagnósticos, terapêuticos e de prevenção à saúde.
“Além disso, as políticas públicas na área da saúde estão voltadas ao estímulo da produção nacional de vacinas, kits diagnósticos, hemoderivados e outros produtos da bioindústria”, esclarece.
Em relação às compras governamentais, Suzanne Serruya ressalta que não só o Ministério da Saúde, mas todo o governo federal, já conta e ainda vem desenvolvendo uma série de ações de racionalização, controle e fiscalização dos gastos com compras governamentais.
“Na área da saúde, podemos citar importantes ferramentas que vêm sendo aprimoradas com vistas à simplificação dos procedimentos. É o caso do Banco de Preços em Saúde e dos Pregões Eletrônicos para compra de equipamentos, insumos, medicamentos e outros serviços.”

 

 
 
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