São Carlos, Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020

 

 

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Conhecimento científico é desperdiçado

 
 
  Fonte: Jornal da Ciência E-mail, 07/07/2006  
 
  Fernando Nakagawa escreve para a “Gazeta Mercantil”  
 
  A relação entre universidade e setor privado ainda é sub-aproveitada no Brasil. Essa foi a principal conclusão de um estudo da organização empresarial Movimento Brasil Competitivo apresentado ontem.
O levantamento mostra que pesquisadores brasileiros têm boa produção científica, mas há dificuldade em levar esse conhecimento ao dia-a-dia.
"Há desperdício de conhecimento científico produzido em nossas universidades", declarou a vice-diretora do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora da pesquisa, Ednalva Fernandes de Morais.
Para ela, é preciso derrubar barreiras culturais entre cientistas e empresários, além de aperfeiçoar o marco regulatório. Assim, sustenta, mais inovações tecnológicas poderiam chegar às linhas de produção.
Um dos problemas para a disseminação do conhecimento tecnológico é a avaliação negativa que parte da sociedade e da área acadêmica fazem do setor privado.
"As empresas são vistas como parte da causa do problema. Mas é a empresa que vai colocar a inovação na vida das pessoas", observa o pesquisador da UnB, Luiz Afonso Bermudez.
Segundo os coordenadores do estudo, é preciso que a empresa seja encarada como parceira, e não como concorrente. Além disso, pesquisadores afirmam que, sem uma lei adequada, é comum ver empresas deixarem a universidade por não haver certeza jurídica de retorno dos investimentos.
"Há casos em que uma empresa apóia um projeto integralmente e quando a pesquisa termina, o resultado tem de ser leiloado entre várias empresas. Isso porque a legislação é inadequada", diz Bermudez.
Número de patentes
Na pesquisa, foi detalhado o trabalho científico de cinco centros de pesquisa brasileiros: Padetec, da Universidade Federal do Ceará, Biominas, da Universidade Federal de Minas Gerais, Fundação Bio-Rio, Inova, da Universidade Estadual de Campinas, e o Tecnopuc, da PUC do Rio Grande do Sul.
Nos cinco centros, estudam cerca de 35 mil mestrandos e doutorandos, há cerca de 40 empresas que fomentam as pesquisas na área de ciências biológicas e foram registradas 534 patentes.
Para Ednalva, o número de patentes poderia ser muito maior se as condições regulatórias fossem melhores.

 

 
 
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