São Carlos, Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020

 

 

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Barreiras tecnológicas

 
 
  Fonte: Agência Fapesp, 09/06/2006  
 
  Por Thiago Romero  
 
  Apesar de mostrar claramente a vontade de priorizar programas que estimulem a capacitação tecnológica nas micro e pequenas empresas (MPEs), o governo federal ainda tem dificuldades para entender como deveria ser o estímulo ideal para atingir esse objetivo. A opinião é de Martin Izarra, diretor-presidente da Brapenta Eletrônica.
“Devido às pressões dos impostos e barreiras burocráticas, as MPEs têm uma percepção de desconfiança e distanciamento do governo. Com regras não muito claras, empreender passa a ser uma profissão de alto risco”, afirmou durante a sessão temática “Barreiras à inovação nas micro e pequenas empresas: análise e propostas de superação”.
O evento ocorreu na 6ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei) encerrada na quarta-feira (7/8), na capital fluminense. A Brapenta Eletrônica foi a vencedora do Prêmio Finep 2002 na categoria pequena empresa.
Para Izarra, as barreiras ao desenvolvimento tecnológico nas MPEs podem ser divididas em etapas. As duas primeiras seriam a falta de uma cultura empreendedora voltada para os processos de inovação e o baixo acesso dos empresários às tecnologias disponíveis no mercado, o que pode gerar baixa produtividade. Na terceira etapa estaria a escassez de estímulos focados exclusivamente para atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas.
“Boa parte dos empresários brasileiros pode ser chamada de empreendedores de sobrevivência, e não de oportunidades”, disse Paulo Alvim, gerente de tecnologia do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Isso reflete a baixa capacidade de inovação no país. Em um ambiente competitivo, só consegue sobreviver a empresa que se diferencia no mercado. Inovação é sinônimo de competitividade e de novas oportunidades.”
Para Alvim, os fundamentos básicos da cultura inovadora precisam ser desmistificados, uma vez que a falta de tecnologia pode afetar o dia-a-dia do negócio. Ele chama a atenção para a necessidade de o empresário incorporar ganhos tecnológicos, seja para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos processos ou para lançar novos produtos no mercado. “Inovação não é apenas mais um caminho, mas sim o principal caminho quando pensamos em uma lógica de desenvolvimento sustentável”, afirmou.
O gerente do Sebrae afirmou ainda que a prática de subvenção econômica, praticada no mundo inteiro para ativar a economia, é um dos fundamentos necessários para a geração de novos postos de trabalho nas empresas.
“Aportar recursos públicos não reembolsáveis às empresas era considerado um pecado capital e já demos um grande passo em abortar essa visão errônea. Temos recursos que podem ser vinculados a uma legislação que favorece a subvenção econômica no Brasil. O que precisamos é praticar esse conceito para garantir a sobrevivência das empresas”, disse Alvim.

 

 
 
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