São Carlos, Segunda-Feira, 26 de Outubro de 2020

 

 

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Inpi incentivará pedidos de média e pequena empresa

 
 
  Fonte: Jornal do Brasil, 14/10/2004  
 
  Janaína Leite escreve de Brasília para o "Jornal do Brasil"  
 
  Mudanças à vista no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi). O presidente da autarquia, Roberto Jaguaribe, determinou uma revisão completa do orçamento que dispõe para 2005, de R$ 59 milhões, excluído gastos com folha de pagamentos
A intenção é destinar mais recursos para duas áreas consideradas prioritárias pelo Ministério do Desenvolvimento: treinamento de pessoal e articulação externa, com a criação de equipes especializadas em assessorar pequenos e médios empresários a obter patentes e reconhecimento de direitos autorais.
O dinheiro, contudo, não virá apenas do governo.
- Pretendemos fechar parcerias com institutos de pesquisa, organizações setoriais, governos regionais e com a área acadêmica. Toda a ajuda, inclusive financeira, será bem-vinda, embora o Inpi deva usar também recursos próprios para levar a idéia adiante - informou Jaguaribe.
O trabalho à frente do Inpi não é tarefa das mais fáceis. O órgão acumula mais de 300 mil processos para analisar, o que leva em média quatro anos para cada caso.
Na lista dos países mais competitivos feita pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), o Brasil amarga 42º lugar quando o assunto é inovação tecnológica, apesar da riqueza em recursos naturais e da criatividade dos pesquisadores.
A maior parte do conhecimento tecnológico vem das Universidades, que, com as contas cada vez mais arrochadas, não têm dinheiro para garantir a propriedade intelectual do que produzem.
Trocando em miúdos, por conta da falta de recursos, os brasileiros não conseguem transformar em patentes as pesquisas que conduzem. Faltam verbas, sobra desorganização.
- No Brasil, a cultura empresarial está atrasada em relação aos assuntos tecnológicos. Há empreendedores que ainda desconhecem a importância do reconhecimento da propriedade intelectual. Eles muitas vezes não têm acesso a informações simples, que podem ajudar a encurtar o tempo de análise - complementou o presidente do Inpi.
Como nada indica que o governo vá mudar o rumo da política econômica e priorizar áreas como tecnologia, em detrimento ao gordo superávit prometido ao Fundo Monetário Internacional, o jeito é buscar a diminuição da burocracia.
- Às vezes, consigo patentear um trabalho em vários lugares do mundo, enquanto, no Brasil, o processo fica emperrado. Por isso, acho lógico e viável que o governo pense em acordos técnicos e científicos, espelhando suas ações em centros de excelência na área de licenciamento, como o Inova, da Unicamp - disse o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Biotecnologia, Antonio Paes de Carvalho.
O Inova é a Agência de Inovação da Unicamp, que vem conseguindo excelentes resultados em convênios com empresas privadas. A estratégia não tem segredo: para ceder o direito à propriedade intelectual de uma invenção, o Inova cobra royalties.
Os pesquisadores estimam que, por meio dos contratos assinados neste ano, a universidade receberá cerca de R$ 14 milhões por ano, a partir de 2009.

 

 
 
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