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Programas de incentivo à inovação ganham reforço

 
 
  Jornal da Ciência, 25/10/2010  
 
  Adriana Abreu  
 
  Iniciativas oferecem subsídio para desenvolvimento de produto e serviço
Como a inovação tem sido a tônica nas empresas, micro e pequenos empresários que se preocupam com o tema passam a ter mais um programa de incentivo à disposição, o SebraeTec.

Lançada no último dia 19 pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a iniciativa vai disponibilizar R$ 85 milhões em 2011 para o desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores, diz Edson Fermann, gerente de inovação do Sebrae Nacional. A meta é atender 12 mil empresas por ano.

Além do SebraeTec, existem outros programas de incentivo a micro e pequenas empresas, como os da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Só o programa Subvenção Econômica, mantido pela instituição, disponibilizou R$ 500 milhões em 2010.

"Avaliamos se o produto vai gerar lucro", afirma o superintendente da instituição, Murilo Azevedo Guimarães.

Para os paulistas, há ainda o Funcet (Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), da Secretaria de Desenvolvimento, que distribuiu até R$ 10 milhões em linhas de crédito para projetos inovadores em 2009, segundo o secretário da pasta, Luciano Almeida.

Apesar da oferta, há quem avalie que os programas são restritos. Roberto Nicolsky, diretor da Protec (Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica), ressalta que boa parte deles privilegia apenas itens com alta carga de inovação. "Só os extremamente sofisticados são aprovados."

Como o amortecedor para bicicleta de competição produzido pela ProShock. Para desenvolvê-lo, a empresa recorreu ao Funcet em 2007 e recebeu cerca de R$ 700 mil, destaca o gestor de marketing Carlos Ghiraldelli, 31.

Com subsídio de R$ 2 milhões da Finep, o dono da Zelus (de serviços para a indústria farmacêutica), Mario Moffa, 61, está desenvolvendo um remédio para o diabetes tipo 2. "A meta é aumentar o faturamento."

"Já temos clientes interessados em comercializar o nosso produto", conta Antônio Francisco Júnior, 52, proprietário da Atonus Engenharia de Sistemas, sobre o scanner tridimensional.

Cerca de R$ 500 mil foram subsidiados pelo Funcet para executar o projeto. "A intenção é passar de pequena para média empresa", completa Francisco Júnior.

(Folha de SP, 24/10)

 

 
 
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