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Inovação é estratégica para competitividade, avalia presidente do Sebrae

 
 
  Jornal da Ciência e-mail, 17/06/2010  
 
   
 
  Paulo Okamotto abriu I Encontro Nacional dos Agentes Locais de Inovação, que acontece até esta quinta-feira (17/6), em Curitiba (PR)

Representantes de 24 estados brasileiros participam, em Curitiba (PR), do I Encontro Nacional dos Agentes Locais de Inovação, uma realização do Sebrae.

"Precisamos dividir o conhecimento. A inovação é estratégica para melhorar a competitividade das empresas. Queremos crescer, distribuindo renda e oportunidades", afirmou Paulo Okamotto, presidente da instituição, para uma plateia de cerca de 500 pessoas, entre agentes de inovação, consultores e gestores do projeto Agentes Locais de Inovação.

Okamotto falou da importância de os agentes locais de inovação disseminarem essa cultura para micro e pequenas empresas em todo o Brasil. "Se queremos um país desenvolvido, o conhecimento e a inovação não podem ficar restritos às grandes empresas. A ideia desse encontro é dividir e repetir", assinalou.

O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, disse que o projeto está criando uma nova profissão no Brasil, a de agente local de inovação. "Vocês estão sendo pioneiros neste trabalho no Brasil. Promovam network, misturem-se durante as discussões, formem uma rede de conhecimento", defendeu.

Para Carlos Alberto dos Santos, a inovação é parte de um processo contínuo e hoje os empresários dispõem de diversas linhas de financiamento para implantarem projetos de inovação. "Se o século 20 foi o da urbanização, o século 21 é o da inovação. Inovar é fazer diferente, mudar para fazer melhor", destacou o diretor técnico do Sebrae.

Agentes locais

Os agentes locais de inovação são profissionais recém-formados, moram na mesma região das empresas atendidas e passam por capacitação. São bolsistas ligados a fundações de pesquisas dos estados. Durante o trabalho, fazem um diagnóstico das empresas, levantam os problemas e apresentam soluções para inovação delas.

O trabalho desenvolvido pelos agentes se divide em cinco etapas: sensibilização, adesão, diagnóstico, plano de trabalho e grau de mensuração. No primeiro momento, é realizada uma palestra para os empresários sobre o tema. Os workshops de inovação se tornaram mais uma ferramenta de aproximação com os empresários.

Após a sensibilização, os interessados em aderir ao programa recebem a visita do agente local, que prepara um diagnóstico de inovação e sugere o que pode ser melhorado. Ele também atua como articulador junto a instituições que podem suprir demandas do negócio. A empresa é acompanhada pelo agente durante dois anos.

Os agentes locais de inovação representam um elo entre provedores de soluções e as micro e pequenas empresas. Seu papel é implementar a inovação, de acordo com as necessidades e características de cada negócio. São orientados a desmistificar o processo de inovação, que nem sempre exige grandes investimentos e tecnologia.

O Paraná foi escolhido para sediar o encontro por ter, junto com o Distrito Federal, encerrando o ciclo de dois anos previsto no projeto. Outras 22 unidades da Federação também aderiram em 2009. Atualmente, 11 estados já prestam atendimento, por meio dos agentes locais, para um total de 12 mil micro e pequenas empresas.

Outros 11 estados estão em processo de implantação do Projeto. A meta do Sebrae é chegar a 24 mil micro e pequenas empresas atendidas até o final do ano. "O Projeto Agentes Locais de Inovação é uma estratégia de abordagem do Sebrae que vai até a empresa", reforçou Carlos Alberto dos Santos.
(Agência Sebrae de Notícias, 16/6)

 

 
 
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