São Carlos, Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020

 

 

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Pesquisas recebem R$ 532 milhões de investimentos do Ministério da Saúde

 
 
  Fonte: Jornal da Ciência e-mail, 02/04/2009  
 
   
 
  Instituição cria área específica para investir em estudos de saúde. Desde então já foram mais de 2.500 projetos financiados

Duas estrelas da pesquisa brasileira brilharam recentemente no cenário internacional: Lygia da Veiga Pereira, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tanto Lygia quando Rehen são estudiosos das células-tronco e tiveram estudos financiados pelo Ministério da Saúde, através da Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC).

Ela chegou a primeira linhagem de célula-tronco embrionária humana no Brasil e ele produziu a primeira linhagem de células-tronco obtidas sem o uso de embriões (células-tronco induzidas). Rehen recebeu R$ 200 mil, em 2005, e Lygia R$ 230 mil, naquele mesmo ano. Em 2009, juntos, devem receber mais R$ 3 milhões, para prosseguir com os estudos.

O apoio para pesquisas com células-tronco é apenas um exemplo do que o Ministério da Saúde vem fazendo pela ciência no país. Desde 2003, R$ 532,75 milhões foram investidos, em 2.694 projetos científicos de universidades e instituições de pesquisa. O repasse foi articulado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério e seus parceiros.

“Os investimentos do Ministério da Saúde foram de fundamental importância para estabelecer linhas de pesquisa com células-tronco embrionária humanas. Agora com esse novo edital para montar os centros de tecnologia celular, daremos um passo adiante nas pesquisas clínicas. Nesses laboratórios vamos produzir células de maneira que podem ser usadas em seres humanos”, explica Lygia.

O Brasil, no início deste ano, com a pesquisa de Rehen e sua equipe, foi o quinto país a produzir células-tronco pluripotentes induzidas (que podem se transformar em qualquer célula sem ser criada a partir de embriões). Isto deixa os pesquisadores nacionais ao lado de outros da China, Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Mas para o campo da pesquisa em saúde as boas novas continuam. A Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC), coordenada pelo Ministério, receberá R$ 32 milhões, em 2009, sendo R$ 22 milhões - do BNDES, do MCT e do próprio MS - para construção de oito Centros de Tecnologia Celular que produzirão as células-tronco e R$ 10 milhões para 49 projetos que aplicarão as células-tronco em diferentes pesquisas.

O Coordenador do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Luis Eugênio Portela, esclarece que, embora os estudos já tenham resultados positivos nos laboratórios, é preciso testar as células em humanos e isso ainda deve demorar. “A longo prazo, a gente acredita que será possível disponibilizar no SUS novas terapias que vão agir mais especificamente no paciente. Novos tratamentos que serão mais seguros, mais eficazes e com uma melhor relação custo-benefício”.

Vejas as modalidades de fomento e o número de projetos apoiados desde 2003:

http://www.jornaldaciencia.org.br/links/psaudeTab.jpg

 

 
 
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